Contos do Bambu: E Do Kháos, Robusto, A Efêmera Harmonia É Recriada

Tributo às Vítimas de Hiroshima e Nagasaki

06/08 – quarta-feira – 20h
Classificação: livre
Praça Kasato Maru s/nº - Campolim - Sorocaba/SP


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Contos do Bambu

O grupo encerra este ciclo de homenagens às vítimas dos ataques atômicos, através de um ato pela paz. Quando, em 2008, os performers do grupo Tutu-Marambá iniciavam seu ciclo de estudos sobre o Japão, perceberam logo que não poderiam deixar esta questão sobre os ataques a Hiroshima e Nagasaki de lado: assim, desde 2008, a cada ano é apresentada a performance-tributo que, além de reavivar a memória para que um fato assim não mais se repita, busca-se, ainda, estabelecer uma ponte, através da arte, para que a harmonia venha a ser recriada a partir do pesadelo atômico, como um novo sonho possível.

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TUTU-MARAMBÁ

Nasceu oficialmente ontem, dia 9 de julho de 2008, Tutú-Marambá, um grupo de pesquisadores e artistas que estão se lançando nos estudos das artes do corpo, dentro da contemporaneidade, em seu sentido mais amplo, que inclui, naturalmente, a retomada de todos os tempos, desde os mais arcaicos. Ser contemporâneo é, no que buscamos entender, ter noção exata de que o espaço-tempo virtual anda para todos os lados: portanto, nossa flecha do tempo está direcionada como um espelho, para o nosso presente; como um oráculo, visando o futuro; como uma grande avó afroíndiaportuguesa, cantando cantigas do mais remoto passado. Queremos ter fôlego para esses três deuses; vamos construir o estofo necessário para todo o nosso imenso desejo de conhecer e experimentar. Pedimos a bênção de todos os deuses, vindos de todas as culturas, para que nos protejam contra as dificuldades da vida, que nos livrem de nossos próprios preconceitos e amarras, que nos dêem força e sabedoria para que saibamos construir uma tribo livre, de espírito solidário e alegre, sempre conectados com a vida, como os afroindígenas brasileiros e de espírito intrépido nas aventuras, como os navegadores portugueses.

Pois estamos sonhando alto: voar como os pássaros, discernir como os velhos, ecoar como os mortos assombrando e lançando poesia sobre o sono dos vivos, lançar a flecha como um índio, lutar como um filho de Ogun, dançar como o vento ao som do Big-Bang parte 2, ressoando lá das terras suíças do CERNS, espalhar cantigas de ninar e de acordar: acalanto e espanto ao mesmo tempo. É a proposta do jogo que estamos buscamos concretizar em nossos corpos.

Assim, nessa busca por alegria, liberdade e vida tribal, vida compartilhada, estamos trazendo sentidos novos para dentro de nossas vidas, reiventando nossas infâncias e adicionando sabores novos e inesperados para o dia-a-dia de nosso futuro.

Quem nos ouvir, quem se propuser a nos acompanhar nesta jornada, a nos ver e a nos contar e ensinar coisas, também será, antropofagicamente, parte de nós. Então, nossa roda Tutú-Marambá será sempre revigorada por mais um que nos dê as mãos e gire com a gente. O jogo começou ontem e, como uma bola, vamos esperar que ele nos surpreenda em seu giro contínuo, sempre possível de ser renovado.